Antonio Roque Citadini


Um é bom, dois melhor ainda.

Sorte do Corinthians que pôde contar com o talento de dois craques chamados Dinos, em épocas diferentes. O primeiro, Oswaldo Rodolpho da Silva, o Dino "Pavão", apelido resultante estranhamente da elegância e refinamento com que tratava a bola e desfilava em campo.

Ao lado de Jango e Brandão integrou a linha média até hoje lembrada pelos velhos torcedores. Esse time ganhou o primeiro campeonato alvinegro no Pacaembu, em 1941 e a famosa Quinela de Ouro ou Quinela de Ases, ou ainda Taça Supremacia, nomes dados à competição que reunia os melhores times do São Paulo e Rio, Corinthians, Palestra Itália, São Paulo, Fluminense e Flamengo. Dino, o primeiro, ficou no Corinthians até 1948, quando foi para o Rio, jogar no Vasco.

O segundo, Dino Sani, veio para o Corinthians em 1965, já famoso, após brilhante passagem pelo Milan e pela Seleção que venceria a primeira Copa do Mundo para o Brasil na Suécia, 1958. Sua estréia foi no Pentagonal de Recife, quando o Corinthians venceu o Santa Cruz por 3 a 0.

Como jogador, atuou no clube até 1968, como meio campista, porém jogando recuado, posição que hoje é denominada de volante. Graças à contratação de grandes jogadores e à revelação de autênticos craques. Rivelino, parceiro de Dino no meio de campo, o Corinthians ganhou da torcida o consagrador apelido de Timão.

Mas o papel de Dino Sani não se resumiu à atuação dentro das quatro linhas. Também foi técnico do clube em 1969-70. Seu parceiro Rivelino segue hoje trajetória parecida à sua, ao ocupar posto de comando na Comissão Técnica corintiana.


O Expresso, Capão Bonito/SP, 24/1/2004.