Antonio Roque Citadini

Pelé está longe dos campos de futebol há mais de 20 anos mas ainda não apareceu quem pudesse ocupar seu lugar. Uma razão a mais para celebrar o jogador de defesa que anulou Pelé, mesmo que apenas em um jogo, principalmente se este marcador não usou recursos ilícitos, como foi o caso dos portugueses na Copa de 1966.


Tal façanha coube a um corinthiano: Nome: Luiz Carlos Galter.
Local : Estádio do Pacaembu.
Data: Noite de 6 de março de 1968.


O 6 de março é uma data relevante para o Corinthians e jamais será esquecida. Ao triunfo de Luiz Carlos no duelo com Pelé soma-se a quebra de um tabu de onze anos, onze dolorosos anos e 22 jogos sem uma vitória contra o Santos. Pelé e seus companheiros não davam colher de chá ao Corinthians.


Manter o tabu era questão de honra para eles. Mas naquela noite Luiz Carlos, recém promovido a companheiro de Ditão na zaga titular, foi uma verdadeira muralha e nem Pelé nem seus companheiros marcaram.


O placar só movimentou para assinalar os gols de Flávio e Paulo Borges. Honra aos atacantes e honrarias maiores ainda aos defensores, porque o Santos não se abalava ao levar dois, três gols, às vezes mais, uma vez que Pelé se encarregava de descontar com sobras. No dia 6 de março de 1968 foi diferente. Luiz Carlos e seus bravos companheiros suportaram o implacável bombardeio de um ataque sob comandado de PELÉ.


O Expresso, Capão Bonito/SP, 24/12/2003.