Antonio Roque Citadini


Gilmar sempre foi sinônimo de grande goleiro. Fez história na seleção brasileira, recordista na posição com 101 partidas jogadas, foi campeão mundial nas memoráveis copas de 1958, na Suécia, e 1962, no Chile. Foi, igualmente, goleiro que marcou época no Corinthians.

Chegou da Baixada Santista vindo do Jabaquara em negociação onde era mero contrapeso. O importante na tratativa era um certo Ciciá, um centro-médio que desapareceu sem grandes registros no futebol.

Gilmar teve um início tumultuado no Corinthians, desde o princípio, em maio de 1951, na vitória contra o Madureira (8x2) até uma derrota vinte jogos após, para a Portuguesa (3x7). Afastado do gol só voltaria quase seis meses depois, recomeçando sua carreira.

Participa em 1952 da primeira excursão do Corinthians à Europa, conquista o bi paulista 1952-53 e chega à seleção para substituir Castilho. Começa aí uma brilhante carreira como goleiro da seleção, que o tornaria uma legenda no Brasil e no exterior, com atuações memoráveis e um sem número de vitórias e títulos.

Pelo Corinthians venceria ainda o famoso campeonato do IV Centenário, 1954, até jogar pela última vez no clube (17/8/1961) na derrota para o Santos (1x5).

Envolvido, a partir deste último jogo, em polêmica com a direção do clube a propósito de uma alegada contusão no braço, é negociado e volta à Baixada Santista, agora pelo Santos. Foi um marco no gol do Corinthians, até hoje é lembrado como nosso maior goleiro.


(Reprodução)

Gilmar


O Expresso, Capão Bonito/SP, 08/03/2003.