Antonio Roque Citadini


Os torcedores e jornalistas que estiveram no estádio Castelão em 3 de maio de 2003, assistindo à vitória do Corinthians sobre o Fortaleza por 2 a 1, puderam constatar o crescimento da torcida do Timão em todo o Nordeste.

Já no sábado, quando da chegada ao aeroporto, mais de 500 torcedores se comprimiam e tomavam todo o saguão para receber os jogadores. Uma imensa maioria de crianças atropelava as divisões de segurança e os guardas, numa festa poucas vezes vivida na capital cearense. Pela cidade toda, o que se via na manhã de domingo eram torcedores com a camisa do Corinthians caminhando pela praia, pelas ruas, tomando ônibus ou se dirigindo ao estádio.

Quando se aproximava a hora do jogo, o que se viu foi algo emocionante para toda a coletividade corintiana: chegavam para assistir a partida, de todas as vilas de Fortaleza, uma sequência interminável de ônibus de cidades remotas, algumas distantes em até 500km, numa eufórica manifestação de paixão pelo Timão. Canindé, Quixadá, Messejana, Recife, Natal, etc, eram as origens das centenas de ônibus que se aglomeravam em volta do estádio. De um público de quase 55 mil torcedores presentes, por volta de 20 mil eram corintianos nas arquibancadas e nas cadeiras. Fizeram festa do começo ao fim. Aplaudiam o time e cantavam músicas pouco conhecidas quando o alvinegro joga em São Paulo.

Foi um grande evento do futebol e uma festa maior ainda do Corinthians. Mostrou em rosto e alegria aquilo que as pesquisas vêm mostrando em números frios: o Corinthians cresce cada vez mais em todo o país.

Os corintianos do Ceará e de todo o nordeste deram uma demonstração de força e ânimo para um time cada vez mais forte e cada vez mais brasileiro - como diz nosso hino.

Não sei não, mas pelo que vi e ouvi, como disse um cearense: "Aqui a gente gosta de Padim Ciço e do Corinthians".